E MAIS UMA VEZ QUEREM NOS ENGANAR!!!

Ferrogrão só vai beneficiar sojeiros e chineses!!

A Agência Nacional de Transporte Terrestre- ANTT, pensa que o povo Munduruku, ribeirinhos, kayapó e comunidade do Pimental é besta!

A ANTT, anúnciou as pressas a reunião para falar da ferrogrão na cidade de Itaituba, muitas comunidades não poderam participar dessa reunião por falta de divulgação por parte da ANTT.
Nós lembramos para eles que existe protocolo de consulta Munduruku de Montanha e Mangabal e Pimental, e nós queremos que seja feita as audiências respeitando os protocolos de consulta.

Lembramos que no dia 4 de dezembro de 2017 suspendemos a audiência sobre a ferrogrão nos municipios de Itaituba e Novo Progresso e mandamos uma carta para a Agência Nacional de Transporte:
” Nós, povo Mundurku, queremos que o protocolo de Consulta Munduruku e das comunidades Montanha e Mangabal e Pimetal sejam respeitada, que no dia 04 prometeram pra gente. A ANTT teria prazo de seis meses para fazer a consulta e mais uma vez não foi cumprido.
Então esses pariwat não tem palavra, para acontecer essa audiência precisa fazer consulta em todas as aldeias do Médio e Alto Tapajós que são 130 aldeias do povo Munduruku que esteja a presença de todos: caciques, capitão, guerreiros, mulheres, sábio, pajé, parteira, crianças, estudantes e enfermeiros, todos os indígenas que faça parte do povo Munduruku, e principalmente a presença do Ministério Público Federal.”

E mesmo assim, após enviarmos a carta, a ANTT mais uma vez descumpriu sua palavra, e nos desrespeitou realizando uma reunião sem cumunicar o Povo que será atingido pela Ferrogrão!!

Agência Nacional de Transporte Terrestre, respeite nosso protocolo de consulta!!

SAWE!

Associação Indígena Pariri – Munduruku, Médio Tapajós

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Comunicado para autoridades ambientales y MPF, FUNAI

logo iperegayu

 

Nosotros, integrantes del movimiento Munduruku Iperegayu, comunicamos, con mucho dolor y vergüenza, que la aldea PV en la Tierra Indígena Munduruku, ya no existe.

 

El garimpo* ha invadido todo, ha corrompido con enfermedades nuestros hermanos y hermanas, ha matado el bosque y los plantíos, trayendo enfermedades, prostitución, alcoholismo entre los hombres y mujeres, y drogas entre los más jóvenes. El garimpo es controlado por los pariwat (no indígenas), que pagan a nuestros hermanos y hermanas para que vigilen  sus máquinas.

 

La aldea PV es actualmente el principal punto de enfermedades e invasiones de nuestro territorio, ahí todo es controlado por los pariwat. La pista de aterrizaje, que existía para que la atención médica pudiera llegar hasta los pobladores, fue cambiada de lugar, porque estorbaba al garimpo. Los pariwat están armados, y dieron armas a nuestros hermanos para que los defendieran.

 

Muchas veces, el ICMBio**, la FUNAI***, el MPF**** y muchas otras autoridades fueron alertadas sobre estos problemas, pero prefirieron quedarse en sus oficinas o haciendo reuniones. No se hizo nada. En 2017, la asamblea del pueblo Munduruku decidió que los garimpos deberían ser cerrados. Los jefes de las aldeas del río de las Tropas ya no saben a quien dirigirse para sacar a los mineros.

Nada se hizo y ahora los pariwat, junto con los indígenas gananciosos y enfermos, quieren invadir el río Kadiridi para abrir un nuevo garimpo.

 

Nuestro pueblo está desesperado y por eso, nosotros, guerreros y guerreras del Movimiento Iperegayu, decidimos:

  • Hacer un operativo en contra de los garimpos y de otros invasores en el río Kadiridi, desde el río de las Tropas hasta el Waretodí;
  • Arrestar y expulsar a todos los pariwat de nuestra tierra;
  • Destruir todas las maquinas de garimpo en el PV;
  • Denunciar a las instituciones responsables por la protección de nuestras tierras por no hacer nada.

 

Jacareacanga, 17 de Janeiro de 2018

Movimento Ipereg ayu

Sawe!!!

 

*Garimpo es la denominación que se da en Brasil para lugares en que se hace la extracción de algunos minerales específicos, que en general están más superficiales, no necesitan de exploración anterior y donde se utilizan técnicas más simples de explotación.

**ICMBio: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgano del gobierno federal responsable por la gestión de las áreas naturales protegidas.

***FUNAI: Fundação Nacional do Índio, órgano del gobierno federal responsable por la implementación de la política indigenista.

****MPF: Ministerio Público Federal.

Comunicado para autoridades ambientais e MPF, FUNAI

logo iperegayu

Nós movimento Munduruku Iperegayu comunicamos, com muita dor e vergonha, que a aldeia PV na Terra Indígena Munduruku não existe mais. O garimpo invadiu tudo corrompeu com doenças nossos parentes e matou a floresta e as roças, trazendo doenças, prostituição, uso de álcool entre os homens e mulheres e drogas entre os mais jovens.

O Garimpo é controlado pelos pariwat  (não indígenas) que pagam parentes para vigiar suas máquinas. A aldeia PV é hoje o principal ponto de doenças e invasões do nosso território, lá tudo é controlado pelos pariwat, a pista de pouso que existia para que o atendimento a saúde pudesse chegar até os moradores, foi mudada de lugar, porque atrapalhava o garimpo.Os pariwat estão armados e deram armas para os parentes defenderem eles.

Muitas vezes o ICMBio, a Funai, o MPF e muitas autoridades foram alertadas sobre esses problemas, mas preferiram ficar nos escritórios ou fazendo reunião. Nada foi feito.

A assembleia do povo munduruku de 2017 decidiu que todos os garimpos deveriam ser fechados. Os caciques do rio das Tropas já não sabem a quem pedir para tirar os garimpeiros.

Nada foi feito e agora os pariwat junto com indígenas gananciosos e doentes querem invadir o rio Kadiridi para abrir novo garimpo.

Por causa desse desespero do nosso povo, nós guerreiros e guerreiras do Movimentos Iperegayu, decidimos:

  • Fazer uma fiscalização contra garimpos e outros invasores no rio Kadiridi, rio das Tropas indo do waretodi até o rio Tapajós
  • Prender e Expulsar todo pariwat da nossa terra
  • Destruir todas as máquinas do garimpo no PV
  • Denunciar os órgãos responsáveis pela proteção das nossas terras por não fazerem nada.

Jacareacanga, 17 de Janeiro de 2018

Movimento Ipereg ayu

Sawe!!!

 

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Garimpeiros procuram ouro no rio Kadiridi, dentro da Terra Indígena Munduruku

 

Comunicado: Tecendo Resistências e Encontrando Mundos em Defesa da Vida e do Território

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A 13 de dezembro de 2017.

 

Aos povos indígenas do Brasil e do México

Aos povos e movimentos em luta no mundo

À sociedade civil internacional

Nós somos povos originários dessa terra que hoje chamam de Brasil e México. Graças a viagem da comissão do povo Munduruku por Chiapas nos encontramos mais uma vez em nossas lutas.

Compartilhando nossas dores, percebemos que seguimos um mesmo objetivo: lutar por uma nova vida para toda a humanidade! Nós, como povos originários, como povos da terra, lutamos não somente por nós, mas por todos.

Não somos o que os maus governos brasileiro e mexicano dizem que somos: ignorantes, ingênuos e incapazes! Já tomamos muitos golpes desses governos. Somos povos organizados e articulados juntando nossas esperanças para seguirmos mais fortes! Todos os nossos movimentos estão conquistando vitórias que nos fortalecem e estamos avançando! Chegou a hora do florescimento dos povos!!

Somos os guardiões da floresta, dos rios, do território e da vida. O mundo dos brancos está morrendo, vemos que já está em crise e acreditamos que nossos mundos juntos, os mundos dos povos, podem construir alternativas para afrontar essa crise.

Esse sistema partidário, racista, opressor, ambicioso e capitalista, não nos representa! Lutamos para nos governarmos, de acordo com a nossa cultura, tradição, com a sabedoria dos nossos antepassados. Estamos organizados para defender e manter o nosso território livre das ameaças dos megaprojetos e dos projetos de morte do governo e essa luta nos mantém conscientes e unidos no caminho da nossa autonomia.

Somos diferentes povos, estamos distantes geograficamente, mas somos do mesmo sangue. O amor à vida, ao território, às nossas filhas e filhos, nos une! Vamos continuar resistindo para existir! Lutaremos incansavelmente até a última gota do nosso sangue pelo nosso território e pela vida!

Fazemos um chamado de solidariedade para a nossa luta, principalmente nos seguintes pontos:

  • Repudiamos as mudanças nas legislações mexicanas e brasileiras para permitir e facilitar a exploração dos elementos naturais e a expropriação dos territórios dos povos indígenas e comunidades camponesas!
  • Exigimos a desmilitarização dos nossos territórios!
  • Exigimos o respeito ao direito à terra dos povos indígenas e das comunidades camponesas!
  • Exigimos o respeito ao exercício da nossa autodeterminação com a criação de governos próprios e autonomias!
  • Exigimos a paralisação de todos os megaprojetos de morte, presentes e futuros, no nosso território!
  • Exigimos o respeito à vida e justiça pelos assassinatos e desaparições forçadas dos parentes indígenas e de todos os povos que estão em luta!
  • Exigimos a responsabilização pelo massacre de Acteal, um crime de lesa humanidade!
  • Exigimos atenção imediata à emergência humanitária pelo deslocamento forçado de mais de 5.000 pessoas onde se encontra o povo Tsoltsil, nos municípios de Chenaló e Chalchihuitán, em Chiapas!

Finalmente, renovamos o convite a todos os povos e movimentos em luta para que nos unamos, desde abaixo e à esquerda, para construirmos estratégias conjuntas de resistência desde a América Latina e com todo o mundo!

Desde Chiapas/México até o Pará/Brasil, gritamos já basta a exploração dos nossos territórios!

 

Movimiento Indígena del Pueblo Creyente Zoque en Defensa de La Vida y la Tierra – Zodevite

Organización de la Sociedad Civil Las Abejas de Acteal

Movimiento en Defensa de la Vida y el Territorio – Modevite/Chilón e Sitalá

Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de la Casas A.C.

Centro de Derechos Indígenas, A.C.

Movimento Munduruku Ipereg Ayu

Associação Indígena Pariri

Proyecto de videoastas indigenas de la frontera Sur

Comunicado: Tejiendo Resistencias y Encontrando Mundos en Defensa de la Vida y del Territorio

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A 13 de diciembre de 2017.

A los pueblos indígenas de Brasil y de México

A los pueblos y movimientos en lucha del mundo

A la sociedad civil internacional

Nosotras y nosotros somos pueblos originarios de estas tierras a que hoy llaman Brasil y México. Gracias al viaje de la comisión del pueblo Munduruku por el estado de Chiapas logramos encontrarnos una vez más en nuestras luchas.

Compartiendo nuestros dolores, vimos que seguimos un mismo objetivo: ¡luchar por una nueva vida para toda la humanidad! Nosotras y nosotros, como pueblos originarios, como pueblos de la tierra, luchamos no solamente por nuestros pueblos, sino por todos.

No somos lo que los malos gobiernos brasileños y mexicanos dicen que somos: ignorantes, ingenuos e incapaces. Ya hemos llevado muchos golpes de estos gobiernos. Somos pueblos organizados y estamos juntando nuestras fuerzas para seguir más fuertes. Todos nuestros movimientos están conquistando victorias que nos fortalecen y estamos avanzando. ¡Ha llegado la hora del florecimiento de los pueblos!!

Somos los guardianes de los bosques, de los ríos, del territorio, de la vida. El mundo de los blancos se está muriendo, vemos que ya está en una gran crisis y creemos que nuestros mundos juntos, los mundos de los pueblos, pueden construir alternativas para afrontarla.

¡Este sistema partidista, racista, opresor, ambicioso y capitalista no nos representa! Luchamos para gobernarnos, conforme nuestra cultura, tradición y con la sabiduría de nuestros ancestros. Estamos organizados para defender y mantener nuestro territorio libre de las amenazas de los megaproyectos extractivos y de otros proyectos de muerte del gobierno y esta lucha nos mantiene conscientes y unidos en el camino de nuestra autonomía.

Somos diferentes pueblos, estamos distantes geográficamente, pero tenemos la misma sangre. ¡El amor a la vida, al territorio, a nuestros hijos e hijas, nos une! ¡Vamos a continuar resistiendo para existir! ¡Lucharemos incansablemente, hasta la última gota de nuestra sangre, por nuestro territorio y por la vida!

Hacemos un llamado a la solidaridad para nuestra lucha, principalmente en los siguientes puntos:

  • ¡Rechazamos los cambios en las leyes mexicanas y brasileñas que permiten y facilitan la explotación de los elementos naturales y el despojo de los territorios de los pueblos indígenas y comunidades campesinas!
  • ¡Exigimos la desmilitarización de nuestros territorios!
  • ¡Exigimos el respeto al derecho a la tierra de los pueblos indígenas y de las comunidades campesinas!
  • ¡Exigimos el respeto al ejercicio de nuestra autodeterminación, con la creación de gobiernos propios y autónomos!
  • ¡Exigimos la paralización de todos los megaproyectos extractivistas, presentes y futuros en nuestros territorios!
  • ¡Exigimos el respeto a la vida y justicia por los asesinatos y desapariciones forzadas de los hermanos y hermanas indígenas y de todos los pueblos que están en lucha!
  • ¡Exigimos justicia por la masacre de Acteal, un crimen de lesa humanidad cometido hace 20 años y que sigue impune!
  • ¡Exigimos la atención inmediata a la emergencia humanitaria por el desplazamiento forzado de más de 5.000 personas donde se encuentra el pueblo tsoltsil, en los municipios de Chenalhó y Chalchihuitán, en Chiapas!

Para finalizar, renovamos la invitación a todos los pueblos y movimientos en lucha que nos unamos, desde abajo y a la izquierda, para crear estrategias conjuntas de resistencia desde America Latina y con todo el mundo.

Desde Chiapas/México hasta Pará/Brasil, gritamos ya basta la explotación de nuestro territorio!

 

Movimiento Indígena del Pueblo Creyente Zoque en Defensa de La Vida y la Tierra – Zodevite

Organización de la Sociedad Civil Las Abejas de Acteal

Movimiento en Defensa de la Vida y el Territorio – Modevite/Chilón y Sitalá

Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de la Casas, A.C.

Centro de Derechos Indígenas, A.C.

Movimento Munduruku Ipereg Ayu

Associação Indígena Pariri

Proyecto de videoastas indigenas de la frontera Sur

Weaving resistances and meeting worlds to protect life and territory

IMG_20171206_161035153December 13th, 2017

To the indigenous people of Brazil and Mexico

 To the indigenous people in struggle throughout the world

 To the international civil society

 We are the original people from this lands today called Brazil and Mexico. Thanks to the travel of the Munduruku commission to Chiapas we found each other in struggle again.

 Sharing our pain, we realised we aim the same goal: fight for a new life for all humanity. As original people, as people of the land, we fight not only for us, but for everybody.

 We are not as the Brazilian and Mexican bad governments say: ignorants, naive and incapable! There have been too many attacks from this governments. We’re organized and articulated people joining our hopes to keep becoming stronger! Our movements are having victories that keep us going further! The time has come for the bloom of the people!!

 We are the keepers of the forest, the rivers, the territory and life. The world of the white is dying, we can see its crisis and believe that our worlds together, the peoples’ worlds, can build alternatives to face that crisis.

 This party based, racist, oppressive, ambitious and capitalist system does not represent us! We fight to rule ourselves, according to our culture, tradition and with the wisdom of our ancestors. We’re organized to protect and keep our territory free from the government’s threats of megaprojects and death projects and this fight keeps us conscious and united in the way to our autonomy.

 We’re different people, geographically far from each other, but we have the same blood. The love for life, for the territory, for our children, holds us together! We’ll keep resisting to exist! We’ll fight restlessly till the last drop of our blood for our territory and our life!

 This is a call for solidarity to our fight, especially for the following points:

 * We reject the change the Mexican and Brazilian legislation that allows and facilitates the exploitation of natural resources and the expropriation of indigenous people and peasants communities!

* We demand the demilitarization of our territories!

* We demand the respect for the right to land of indigenous people and peasants communities!

* We demand the respect for the exercise of our self-determination and the creation of our own governments and autonomies!

* We demand the stoppage of all death megaprojects in our territory, current and future ones!

* We demand the respect for life and justice for the murders and forced disappearances of indigenous and all people who are in struggle!

* We demand accountability for the Acteal massacre, a crime against humanity!

* We demand immediate attention to the humanitarian emergency of the forced displacement of more than 5.000 people in the area where the Tsoltsil people live, at the Chenaló and Chalchihuitán departments in Chiapas!

 Finally we reinforce the invitation to all the people and movements in struggle to unite with us, from below and to the left, to build common strategies of resistance from Latin America and with the whole world!

From Chiapas/Mexico to Pará/Brazil, we shout: enough with the exploitation of our territories!

Movimiento Indígena del Pueblo Creyente Zoque en Defensa de la Vida y la Tierra – Zodevite

 Organización de la Sociedad Civil Las Abejas de Acteal

 Movimiento en Defensa de la Vida y el Territorio – Modevite/Chilón y Sitalá

 Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de las Casas A.C.

 Centro de Derechos Indígenas, A.C.

 Movimento Munduruku Ipereg Ayu

 Associação Indígena Pariri

Proyecto de videoastas indigenas de la frontera Sur

 

 

Tecendo Alianças de Resistência: compartilhando dores, lutas, esperanças e as vitórias com os povos indígenas de Chiapas/México

Durante os dias 5 a 14 de dezembro, nós mulheres do povo Munduruku: Alessandra Korap (liderança da Associação Indígena Pariri) Maria Leusa Cosme Kaba Munduruku (liderança do Movimento Munduruku Ipereg Ayu) e Ana Vitória Munduruku participamos de atividades e compartilhamos das nossas resistências junto aos movimentos indígenas que estão em Chiapas, no sul do México.

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No dia 05 de dezembro, chegamos em Chiapas-México e nos reunimos na cidade de Chapultenango com o povo Zoque e o Movimento Indígena do Povo Zoque em Defesa da Vida e da Terra (Movimiento Indígena del Pueblo Creyente Zoque en Defensa de La Vida y la Tierra – Zodevite). Esse movimento está começando uma importante luta em defesa do território, reunindo as diversas organizações do povo contra as ameaça dos grandes empreendimentos. Esse ano eles tiveram uma grande vitória, conseguiram suspender o leilão do governo que ia conceder o seu território para a exploração de petróleo.

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No dia 06 de dezembro, seguimos para compartilhar experiências no município de Acteal  com a Organização Sociedade Civil das Abelhas de Acteal (Organización de la Sociedad Civil Las Abejas de Acteal). Essa organização foi criada em 1992 e tem uma história de muita dor e muita luta. Em 1997, 45 parentes dessa organização foram assassinados em um grande massacre promovido por grupos armados, chamados de paramilitares. Sua luta desde então é para não esquecermos desse massacre e para a responsabilização dos culpados por esse crime, que inclui também o próprio Estado Mexicano que formou clandestinamente esses grupos armados e que apesar de estar próximo da comunidade não fez nada para impedir esse massacre. Além dessa luta, a organização também está em resistência contra os grandes empreendimentos que o governo e as empresas querem fazer no seu território.

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No dia 07 de dezembro visitamos o Centro Estadual de Línguas Arte e Licenciatura Indígena em San Cristóbal de Las Casas, centro que foi criado e firmado após o levante zapatista de 1994, nos Acordos de San Andrez. Em Chiapas se falam 12 línguas indígenas. Eles apresentaram para a gente um projeto de formação de jovens indígenas em audiovisual para eles mesmo fazerem vídeos contando a história do seu povo.

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Ainda no dia 07 visitamos a Universidade da Terra. É uma universidade para os jovens indígenas das comunidades, mas que funciona de uma forma bem diferente. Os cursos são escolhidos a partir da demanda e da necessidade das comunidades. Tem cursos de padaria, eletricidade, mecânica, rádio, marcenaria, pintura, musica, escritura, edição de livros e outros. O tempo que cada aluno vai ficar na universidade é decidido por ele e por seus professores, porque cada um tem um tempo diferente de aprender e cada um busca um certo tipo de conhecimento. Os alunos podem fazer vários cursos de uma vez. Quando eles se formam, eles não recebem certificado, a escola é totalmente autônoma e a ideia é que ele possa voltar para a sua comunidade com o conhecimento necessário para apoiá-la.

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No dia 08, 09 e 10 ficamos na Missão Bachajón, no município de Bachajón conhecendo as experiências do governo comunitário e da Cooperativa das Mulheres Bordadoras de Flores. Compartilhamos nossas experiências com o Movimiento en Defensa de la Vida y el Territorio – Modevite/Chilón e Sitalá. Esse movimento surgiu a partir da defesa do território contra a construção de uma estrada que cortaria suas terras e serviria apenas aos estrangeiros e ao capital. A partir dessa luta estão avançando para a construção de governos autônomos, para acabar com a disputa entre partidos no meio das suas comunidades, que vem trazendo só desunião. Eles querem eleger seus representantes conforme seus costumes e organizar o município da sua forma, para atender às suas necessidades. A cooperativa formada por mais de 200 mulheres indígenas também foi uma forma de fortalecer a comunidade através da geração de renda, criando autonomia econômica.

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No dia 11 de dezembro compartilhamos nossas lutas com a Junta de Bom Governo do Caracol de Morelia, território Zapatista, no município de Altamirano. Eles explicaram para a gente o longo caminho de construção da autonomia no seu território. Essa é uma experiência única, que envolve toda as áreas da vida em comunidade, como saúde, educação, justiça comunitária, organização política, produção agroecológica, autodefesa, cooperativas autônomas de artesanato.

 

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No dia 12 de dezembro compartilhamos nossas experiências no Frayba (Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de la Casas A.C.) que se localiza na cidade de San Cristobal de Las Casas. Esse é um centro de direitos humanos que trabalha diretamente com as comunidades acompanhando seus processos de defesa do território e lutando contra a violação de direitos, como casos de tortura, desaparição forçada e deslocamento forçado. Seus princípios são: aprender, compartilhar e acompanhar.

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No dia 13 de dezembro, estivemos na livraria La Cosecha, onde compartilhamos a experiência da luta das mulheres Munduruku na defesa do território contra os grandes empreendimentos. Foi um momento aberto ao público da cidade de San Cristóbal, quando participaram organizações e outros movimentos que estão na mesma luta que a gente.

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Modevite

https://www.facebook.com/profile.php?id=100013527400413

Organización Sociedad Civil las Abejas de Acteal

http://acteal.blogspot.mx/

Zodevite

https://www.facebook.com/Pueblo-Zoque-Defensa-del-Territorio-385949995133840/?ref=br_rs

Universidad da Tierra de Chiapas – CIDECI

http://seminarioscideci.org/

Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de las Casas A.C.

https://frayba.org.mx

Centro Estatal de Lenguas, Arte y Literatura Indígenas – CELALI

http://www.mexicoescultura.com/recinto/67734/centro-estatal-de-lenguas-arte-y-literatura-indigenas-celali-.html

Cooperativa de Mulheres Indígenas Bordadoras de Flores

http://www.facebook.com/BordadorasDeFores

Livraria La Cosecha

https://www.facebook.com/lacosechalibreria/

Conselho Indígena de Governo

https://www.congresonacionalindigena.org/conselho-indigena-de-governo/