Comunicado: Tecendo Resistências e Encontrando Mundos em Defesa da Vida e do Território

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A 13 de dezembro de 2017.

 

Aos povos indígenas do Brasil e do México

Aos povos e movimentos em luta no mundo

À sociedade civil internacional

Nós somos povos originários dessa terra que hoje chamam de Brasil e México. Graças a viagem da comissão do povo Munduruku por Chiapas nos encontramos mais uma vez em nossas lutas.

Compartilhando nossas dores, percebemos que seguimos um mesmo objetivo: lutar por uma nova vida para toda a humanidade! Nós, como povos originários, como povos da terra, lutamos não somente por nós, mas por todos.

Não somos o que os maus governos brasileiro e mexicano dizem que somos: ignorantes, ingênuos e incapazes! Já tomamos muitos golpes desses governos. Somos povos organizados e articulados juntando nossas esperanças para seguirmos mais fortes! Todos os nossos movimentos estão conquistando vitórias que nos fortalecem e estamos avançando! Chegou a hora do florescimento dos povos!!

Somos os guardiões da floresta, dos rios, do território e da vida. O mundo dos brancos está morrendo, vemos que já está em crise e acreditamos que nossos mundos juntos, os mundos dos povos, podem construir alternativas para afrontar essa crise.

Esse sistema partidário, racista, opressor, ambicioso e capitalista, não nos representa! Lutamos para nos governarmos, de acordo com a nossa cultura, tradição, com a sabedoria dos nossos antepassados. Estamos organizados para defender e manter o nosso território livre das ameaças dos megaprojetos e dos projetos de morte do governo e essa luta nos mantém conscientes e unidos no caminho da nossa autonomia.

Somos diferentes povos, estamos distantes geograficamente, mas somos do mesmo sangue. O amor à vida, ao território, às nossas filhas e filhos, nos une! Vamos continuar resistindo para existir! Lutaremos incansavelmente até a última gota do nosso sangue pelo nosso território e pela vida!

Fazemos um chamado de solidariedade para a nossa luta, principalmente nos seguintes pontos:

  • Repudiamos as mudanças nas legislações mexicanas e brasileiras para permitir e facilitar a exploração dos elementos naturais e a expropriação dos territórios dos povos indígenas e comunidades camponesas!
  • Exigimos a desmilitarização dos nossos territórios!
  • Exigimos o respeito ao direito à terra dos povos indígenas e das comunidades camponesas!
  • Exigimos o respeito ao exercício da nossa autodeterminação com a criação de governos próprios e autonomias!
  • Exigimos a paralisação de todos os megaprojetos de morte, presentes e futuros, no nosso território!
  • Exigimos o respeito à vida e justiça pelos assassinatos e desaparições forçadas dos parentes indígenas e de todos os povos que estão em luta!
  • Exigimos a responsabilização pelo massacre de Acteal, um crime de lesa humanidade!
  • Exigimos atenção imediata à emergência humanitária pelo deslocamento forçado de mais de 5.000 pessoas onde se encontra o povo Tsoltsil, nos municípios de Chenaló e Chalchihuitán, em Chiapas!

Finalmente, renovamos o convite a todos os povos e movimentos em luta para que nos unamos, desde abaixo e à esquerda, para construirmos estratégias conjuntas de resistência desde a América Latina e com todo o mundo!

Desde Chiapas/México até o Pará/Brasil, gritamos já basta a exploração dos nossos territórios!

 

Movimiento Indígena del Pueblo Creyente Zoque en Defensa de La Vida y la Tierra – Zodevite

Organización de la Sociedad Civil Las Abejas de Acteal

Movimiento en Defensa de la Vida y el Territorio – Modevite/Chilón e Sitalá

Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de la Casas A.C.

Centro de Derechos Indígenas, A.C.

Movimento Munduruku Ipereg Ayu

Associação Indígena Pariri

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Comunicado: Tejiendo Resistencias y Encontrando Mundos en Defensa de la Vida y del Territorio

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A 13 de diciembre de 2017.

A los pueblos indígenas de Brasil y de México

A los pueblos y movimientos en lucha del mundo

A la sociedad civil internacional

Nosotras y nosotros somos pueblos originarios de estas tierras a que hoy llaman Brasil y México. Gracias al viaje de la comisión del pueblo Munduruku por el estado de Chiapas logramos encontrarnos una vez más en nuestras luchas.

Compartiendo nuestros dolores, vimos que seguimos un mismo objetivo: ¡luchar por una nueva vida para toda la humanidad! Nosotras y nosotros, como pueblos originarios, como pueblos de la tierra, luchamos no solamente por nuestros pueblos, sino por todos.

No somos lo que los malos gobiernos brasileños y mexicanos dicen que somos: ignorantes, ingenuos e incapaces. Ya hemos llevado muchos golpes de estos gobiernos. Somos pueblos organizados y estamos juntando nuestras fuerzas para seguir más fuertes. Todos nuestros movimientos están conquistando victorias que nos fortalecen y estamos avanzando. ¡Ha llegado la hora del florecimiento de los pueblos!!

Somos los guardianes de los bosques, de los ríos, del territorio, de la vida. El mundo de los blancos se está muriendo, vemos que ya está en una gran crisis y creemos que nuestros mundos juntos, los mundos de los pueblos, pueden construir alternativas para afrontarla.

¡Este sistema partidista, racista, opresor, ambicioso y capitalista no nos representa! Luchamos para gobernarnos, conforme nuestra cultura, tradición y con la sabiduría de nuestros ancestros. Estamos organizados para defender y mantener nuestro territorio libre de las amenazas de los megaproyectos extractivos y de otros proyectos de muerte del gobierno y esta lucha nos mantiene conscientes y unidos en el camino de nuestra autonomía.

Somos diferentes pueblos, estamos distantes geográficamente, pero tenemos la misma sangre. ¡El amor a la vida, al territorio, a nuestros hijos e hijas, nos une! ¡Vamos a continuar resistiendo para existir! ¡Lucharemos incansablemente, hasta la última gota de nuestra sangre, por nuestro territorio y por la vida!

Hacemos un llamado a la solidaridad para nuestra lucha, principalmente en los siguientes puntos:

  • ¡Rechazamos los cambios en las leyes mexicanas y brasileñas que permiten y facilitan la explotación de los elementos naturales y el despojo de los territorios de los pueblos indígenas y comunidades campesinas!
  • ¡Exigimos la desmilitarización de nuestros territorios!
  • ¡Exigimos el respeto al derecho a la tierra de los pueblos indígenas y de las comunidades campesinas!
  • ¡Exigimos el respeto al ejercicio de nuestra autodeterminación, con la creación de gobiernos propios y autónomos!
  • ¡Exigimos la paralización de todos los megaproyectos extractivistas, presentes y futuros en nuestros territorios!
  • ¡Exigimos el respeto a la vida y justicia por los asesinatos y desapariciones forzadas de los hermanos y hermanas indígenas y de todos los pueblos que están en lucha!
  • ¡Exigimos justicia por la masacre de Acteal, un crimen de lesa humanidad cometido hace 20 años y que sigue impune!
  • ¡Exigimos la atención inmediata a la emergencia humanitaria por el desplazamiento forzado de más de 5.000 personas donde se encuentra el pueblo tsoltsil, en los municipios de Chenalhó y Chalchihuitán, en Chiapas!

Para finalizar, renovamos la invitación a todos los pueblos y movimientos en lucha que nos unamos, desde abajo y a la izquierda, para crear estrategias conjuntas de resistencia desde America Latina y con todo el mundo.

Desde Chiapas/México hasta Pará/Brasil, gritamos ya basta la explotación de nuestro territorio!

 

Movimiento Indígena del Pueblo Creyente Zoque en Defensa de La Vida y la Tierra – Zodevite

Organización de la Sociedad Civil Las Abejas de Acteal

Movimiento en Defensa de la Vida y el Territorio – Modevite/Chilón y Sitalá

Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de la Casas, A.C.

Centro de Derechos Indígenas, A.C.

Movimento Munduruku Ipereg Ayu

Associação Indígena Pariri

carta de repudio aos vereadores de jacareacanga

 

 

logo iperegayu

Jacareacanga 27 de outubro de 2017

Movimento Iperegayu.

Carta de repudio aos vereadores(as)

Nos caciques Cacicas, guerreiros e guerreiras do movimento Iperegayu viemos através desta carta, manifestar nosso repudio e nossa indignação com o comportamento e as atitudes dos senhores e senhoras estamos acompanhando vocês desde que assumiram esta casa do povo (soat Duk,a) desde inicio do ano não vimos nenhuma proposta e projeto para o povo, não vimos nenhum projeto de lei que garanta o direito educação diferenciada e benefícios para nosso povo só estamos vendo e ouvindo, via radio FM acusações, denuncias que só tem atrapalhado o desenvolvimento do nosso município, esta casa de lei a casa do povo virou (Dapxiayu) mentiroso, e  nos que somos povo indígena somos os mais prejudicados que com isso, sabemos que  somente uma pequena parte dos vereadores vem tentando atrapalhar o nosso município com essas denuncias e acusações  por não conhecer a realidades das comunidades  só pensam em beneficio próprios.

Como vocês não trabalham pra nós pedimos aos senhores e senhoras que aprova o nosso proposta de lei.

  • FUNDO AYACAYU
  • LEI DA FALA WUYJUYUYU.
  • Atualização de lei orgânica do município de Jacareacanga respeitando protocolo Munduruku de acordo com a realidade da cultura e as leis de proteção de direitos indígenas

e outros pedidos no anexo

Movimento Iperegayu

Sawe, sawe, sawe

 

 

EL PUEBLO MUNDURUKU REGRESÓ

logo iperegayu

¡El pueblo Munduruku regresó!

Nosotros y nosotras, mujeres y hombres del pueblo Munduruku, regresamos con nuestros chamanes para cerca de nuestra Dekuka’a y Karubixexe. Venimos hacer nuestro ritual. Estuvimos en julio aquí para platicar con los pariwat (no indígenas) que destruyeron nuestro lugar sagrado. El lugar donde viven nuestros ancestros.

Primeramente, queremos los dapixiat (mentirosos) lejos de nosotros. Que no aparezcan más aquí, las mentiras que ustedes nos dijeron en julio oscurecieron nuestros ojos, peros nuestros chamanes están con nosotros y ahora no van a dejar que el cauxi de sus bocas enferme nuestro pueblo. Queremos hablar con gente seria.

Ustedes, pariwat, no entienden lo que escribimos, nos escuchan, pero no saben escuchar. Hicimos la audiencia sobre nuestros lugares sagrados y la FUNAI y los representantes de la empresa no vinieron, ¡son dapxiat!

Estamos aquí para defender nuestro derecho, luchar contra las amenazas a nuestro territorio, denunciar las presas en nuestro rio, somos como el Poy que derrotó al anta, el pueblo Munduruku es como una tortuga, vamos a derrotar nuestros enemigos más grandes que nosotros.

El ataque de las presas en contra nuestros lugares sagrados tendrá respuesta. No vamos a parar hasta que el IBAMA cancele la licencia de la hidroeléctrica, hasta que las dos empresas pidan disculpas a nuestros ancestros y a nuestro pueblo y cumplan el acuerdo para la segunda visita a nuestras urnas funerarias.

Cuando llegamos fuimos recibidos con bombas, un bloqueo de la fuerza nacional y un papel del juez que nos impedía de entrar en nuestro propio territorio, que fue robado por la empresa. Estamos esperando la justicia hasta hoy por la destrucción del Dekuka’a y la justicia funciona para proteger a la hidroeléctrica y nos trata como criminosos. En este papel también estaba el nombre de nuestros líderes, diciendo que teníamos que pagar una multa de R$ 5 mil por día se nos quedáramos aquí.

Queremos aclarar que no somos criminosos. Nunca matamos, nunca destruimos y tampoco invadimos el territorio de ustedes. Estamos en nuestro lugar sagrado y tenemos el derecho de quedarnos aquí hasta que seamos atendidos. Nos entregaron un papel escrito con lapicero diciendo que nos van traer el director de la DPDS de la FUNAI. No fue esto que pedimos y una vez más nos quieren engañar con un trozo de papel que no vale de nada. Para contestar al Ministerio Publio Federal y para hablar con los pariwat, los abogados trabajan y escriben oficios. Pero el pueblo Munduruku es tratado con esta falta de respecto.

 

No vamos aceptar más esta maniobra de ustedes.

La reunión solo ocurrirá con la presencia de los representantes del Gobierno, empresa y los líderes indígenas que exigimos. Queremos al presidente del IBAMA, al presidente de la FUNAI, al presidente del IPHAN, al director-presidente de la Empresa de Energia São Manel y al director-presidente de la Companhia Hidrelétrica Teles Pires para dialogar con nosotros.

Si Miguel Setas y Antonio Mexia están en otro país, que se envíen los representantes más grandes de la EDP en Brasil o envíen nuestros líderes para allá para hablar con ellos en el país de donde viene esta empresa que nos está matando.

¡Nuestro bosque y nuestro río no son dinero, son vida!

El Idixidi es el rio del pueblo Wuyjuyu, nosotros dejamos que los wuyḡuybuḡun se quedaran en el río, solamente los campesinos ribereños y los pescadores saben respectar el río.

¡No elegimos esta guerra, pero la vamos a vencer!

Movimiento Iperegayu

 

Manifiesto Munduruku

Versión en Español

 

El pueblo Munduruku no habla por hablar. Las palabras predicadas por nuestros chamanes, ancianos y ancianas, caciques, cacicas, guerreros, guerreras y líderes de hecho suceden. Nuestros cantos, hace muchos siglos, cuentan que somos un pueblo guerrero y que no hemos perdido ninguna batalla. Estas son palabras verdaderas, por esto continuamos cantando y haciendo nuestros rituales. Por otro lado, la palabra de los pariwati (blancos) es llena de dapxi (mentira). Es por ello que lo escriben todo, para intentar fortalecer la palabra y esconder las cosas malas que hacen detrás de los papeles que firman.

Para enseñar a los pariwati el significado de “ogukirik oceweju” (compromiso celebrado con el pueblo Munduruku), hicimos la audiencia y recibimos al Ministerio Publico con la ayuda de cada comunidad. Hicimos ver que aquí en la Mundurukania no es el dinero que manda. Tenemos tierra para sembrar, tenemos pescado, caza y el río para navegar. Si no tenemos combustible, remamos y llegaremos siempre donde queremos.

Ya explicamos antes, pero nos parece que los pariwati todavía no lo entendieron. Nuestros chamanes están escuchando los lamentos de los espíritus después de la destrucción de Karobixexe y Dekuka’a. Por esto somos obligados a visitarlos y a calmarlos.

Entonces, nosotros estamos alertando una vez más de que nos vamos hasta el río Teles Pires para cumplir nuestra palabra verdadera y visitaremos las urnas que descubrimos que las están rescatando, de acuerdo con lo que dicen nuestros chamanes y sabios. No es la CHTP que hace el “salvamento”, como ella dice en su oficio. Ella tocó en nuestro lugar sagrado y retiró las urnas de ahí en silencio, a escondidas, mintiendo una vez más. Pero nosotros descubrimos y vamos cobrar de la empresa este deber de llevarnos hasta allá, porque es ella la culpada por la tristeza de nuestros espíritus ancestrales.

El Ministerio Público está llevando nuestro aviso en la carta de audiencia. Pero ustedes ya se dieron cuenta que no somos “pueblos de papel”. Si necesario volveremos a la zona de obras de la Central Hidroeléctrica de São Manoel para cobrar de las empresas y del Gobierno todo lo que ellos han robado de nosotros.